Aquele ditado que diz que "santo de casa não faz milagre" é uma das verdades mais absolutas que existem na face da Terra. Por que será que é tão difícil as pessoas olharem pra dentro delas mesmas e perceberem o quanto precisam de uma mudança antes que se sucumbam ao inconsciente? De um jeito ou de outro, nossos fantasmas sempre voltam para nos assombrar por serem ignorados. De tanto que colocamos "nossa sujeira" pra "debaixo do tapete", uma hora ela transborda sinalizando a negligência que temos conosco por medo do que iremos encontrar durante uma verdadeira faxina. Nosso corpo nos comunica o que na nossa alma está cheio: se nosso corpo está doente é porque nossa alma está doente. Deixar-nos morrer por conta do medo de nos enfrentarmos é a maior covardia que cometemos na vida. Pensem nisso...
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Culinára Indiana
Olá galera!!!
Estou de volta e de computador novinho em folha, além de tudo trago uma novidade. Dessa vez o tema é culinária. Estive em São Paulo semana passada e descobri um restaurante indiano maravilhoso: Tandoor. Não é caro como os outros, e nem por isso a comida deixar de ser divina e totalmente afrodisíaca. O casal, dono do restaurante, é de Mumbai e traz o verdadeiro sabor da comida do norte da India. Para quem gosta de especiarias e de comida picante é o lugar perfeito. Mas também servem os pratos mais suaves para quem não é adepto a pimenta, como eu... rsrsrsrsrs Para beber pedi o Fruit Lassi com manga, tinha de vários sabores. Este suco é uma bebida típica feita com iogurte natural e poupa de frutas, já dava pra sentir aquele ardidinho de longe... Minha prima pediu o Sherbet, um refresco com essência de rosa. O esposo dela pediu o mesmo suco que eu pedi, só que de abacaxi com hortelã.
Como entrada pedimos o Naan, um pão indiano feito na hora no forno tandoor (daí o nome do restaurante). O pão acompanhava três tipos de pastas (bem doces), uma delas parecia ser damasco. E para jantar pedimos Kesari Pullao (um arroz indiano de cor bem laranja aromatizado com especiarias), Gosht Korma (curry de carneiro bem suave com molho de castanhas de caju) e Saagwala Jhinga (camarão descascado e temperado com molho de espinafre). Para quem mora em São Paulo ou vai ficar um tempo na cidade, vale a pena conferir. O site está no meu blog em Sites Recomendados. Estou simplesmente encantada, essa é minha dica.
Por hoje é só, volto em breve.
Um grande beijo!
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Ausência por Tempo Indeterminado
Infelizmente o HD do meu computador deu problema e precisarei arrumá-lo, mas não sei por quanto tempo ficarei ausente. Sempre que possível irei a uma lan house da vida para postar assuntos interessantes.
Uma ótima semana pra vocês.
Beijo grande no coração.
Reflexão de Ano Novo
Há muito tempo fiquei sem postar qualquer coisa, mas por uma boa causa: ocupada com a vida. Algumas vezes seguimos caminhos diferentes daqueles que foram planejados, os motivos são inúmeros e totalmente pessoais. Quando chegamos ao fim de um ciclo anual sempre refletimos sobre tudo o que aconteceu, analisamos os prós e os contras e tudo o que poderia ter sido feito de uma maneira diferente, além daquelas coisas que prometemos e não cumprimos. Para mim o novo ano já começa com algumas promessas sendo cumpridas, são pequenas, mas considero um grande avanço.
Durante a confecção da minha monografia percebi o quanto precisava me dedicar mais aos meus objetivos e ser menos ansiosa, a me preocupar mais com o processo do que com o resultado. Além disso, conheci um pouco mais de mim. Descobri coisas que nem imaginava conhecer sobre mim mesma, e fiquei muito feliz com tudo isso. Acho que agora compreendo o que é ser um indivíduo e estar inserida na sociedade: ser eu mesma e me relacionar com o mundo, pois preciso dele, mas sem me deixar sucumbir a ele. Aprendi que todos nós temos um passado, o qual é muito importante, pois faz parte da nossa história. Portanto, é preciso integra-lo a nossa vida hoje, pois se chegamos até aqui foi graças a ele. Aprender a usa-lo a nosso favor, talvez, seja a maneira mais inteligente e mais saudável de se viver esse processo de individuação.
Começo o ano com o "pé direito", cheia de gás para as próximas etapas. Espero que todos você consigam o mesmo, com amor, esperança, saúde e muito trabalho.
Feliz 2011, e que ele traga a vocês frutos maravilhosos!!!
Até breve.
sábado, 11 de setembro de 2010
Consciência e Inconsciente segundo Jung
Queridos,
Conforme havia prometido, trago o conceito de Consciência e de Inconsciente, tirado do livro Memória, sonhos, reflexões, de acordo com a teoria Junguiana. Como vocês constatarão, difere da visão Freudiana:
Consciência - "Quando indagamos qual poderá ser a natureza da consciência, o fato que mais nos impressiona - maravilha das maravilhas - é o de que um acontecimento que se produz no cosmo cria simultaneamente uma imagem em nós ou, de algum modo, se desenrola paralelamente, tornando-se, assim, consciente. (...) Nossa consciência não se cria a si mesma, mas emana de profundezas desconhecidas. Na infância, desperta gradualmente e, ao longo da vida, desperta cada manhã, saindo das profundezas do sono, de um estado de inconsciência. é como uma criança nascendo diariamente do seio materno". (Carl Gustav Jung)
Inconsciente - "Teoricamente é impossível fixar limites no campo da consciência, uma vez que ela pode estender-se indefinidamente. Empiricamente, porém, ele sempre atinge os seus limites, ao atingir o desconhecido. Este último é constituido por tudo aquilo que ignoramos, por aquilo que não tem qualquer relação com o eu, centro dos campos de consciência. O desconhecido divide-se em dois grupos de objetos; os que são exteriores e os que seriam acessíveis pelos sentidos e dados interiores, que seriam o objeto da experiência imediata. O primeiro grupo constitui o desconhecido do mundo exterior; o segundo, o desconhecido do mundo interior. Chamamos inconsciente a este último campo. (...) Tudo o que conheço, mas não penso num dado momento, tudo aquilo que ja tive consciência mas já esqueci, tudo o que foi percebido pelos meus sentidos e meu espírito consciente não registrou, tudo o que involuntariamente e sem prestar atenção (isto é, inconscientemente), sinto, penso relembro, desejo e faço, todo o futuro que se prepara em mim e que só mais tarde se tornará consciente, tudo isso é conteúdo do inconsciente. (...) A esses conteúdos se acrescentam as representações ou impressões penosas mais ou menos intencionalmente reprimidas. Chamo de inconsciente pessoal ao conjunto de todos esses conteúdos. Mas além disso encontramos também no inconsciente propriedades que não foram adquiridas individualmente; foram herdadas, assim como os instintos e os impulsos que levam à execução de ações comandadas por uma necessidade, mas não por uma motivação consciente... (Nesta camada "mais profunda" da psique encontramos os arquétipos) Os instintos e os arquétipos constituem, juntos, o inconsciente coletivo. Eu o chamo coletivo porque, ao contrário do inconsciente pessoal, não é constituído de conteúdos individuais, mais ou menos únicos e que não se repetem, mas de conteúdos que são universais e aparecem regularmente. (...) Os conteúdos do inconsciente pessoal são parte integrante da personalidade individual e poderiam, pois, ser conscientes. Os conteúdos do inconsciente coletivo constituem como que uma condição ou base da psique em si mesma, condição onipresente, imutável, identica a si própria em toda parte. (...) Quanto mais profundas forem as 'camadas' da psique, mais perdem sua originalidade individual. Quanto mais profundas, mais se aproximam dos sistemas funcionais autônomos, mais coletivas se tornam, e acabam por universalizar-se e extinguir-se na materialidade do corpo, isto é, nos corpos químicos. O carbono do corpo humano é simplesmente carbono; no mais profundo de si mesma, a psique é universo". (Carl Gustav Jung)
É isso aí: discutam, questionem, indaguem. Fiquem a vontade!
Um forte abraço.
Conforme havia prometido, trago o conceito de Consciência e de Inconsciente, tirado do livro Memória, sonhos, reflexões, de acordo com a teoria Junguiana. Como vocês constatarão, difere da visão Freudiana:
Consciência - "Quando indagamos qual poderá ser a natureza da consciência, o fato que mais nos impressiona - maravilha das maravilhas - é o de que um acontecimento que se produz no cosmo cria simultaneamente uma imagem em nós ou, de algum modo, se desenrola paralelamente, tornando-se, assim, consciente. (...) Nossa consciência não se cria a si mesma, mas emana de profundezas desconhecidas. Na infância, desperta gradualmente e, ao longo da vida, desperta cada manhã, saindo das profundezas do sono, de um estado de inconsciência. é como uma criança nascendo diariamente do seio materno". (Carl Gustav Jung)
Inconsciente - "Teoricamente é impossível fixar limites no campo da consciência, uma vez que ela pode estender-se indefinidamente. Empiricamente, porém, ele sempre atinge os seus limites, ao atingir o desconhecido. Este último é constituido por tudo aquilo que ignoramos, por aquilo que não tem qualquer relação com o eu, centro dos campos de consciência. O desconhecido divide-se em dois grupos de objetos; os que são exteriores e os que seriam acessíveis pelos sentidos e dados interiores, que seriam o objeto da experiência imediata. O primeiro grupo constitui o desconhecido do mundo exterior; o segundo, o desconhecido do mundo interior. Chamamos inconsciente a este último campo. (...) Tudo o que conheço, mas não penso num dado momento, tudo aquilo que ja tive consciência mas já esqueci, tudo o que foi percebido pelos meus sentidos e meu espírito consciente não registrou, tudo o que involuntariamente e sem prestar atenção (isto é, inconscientemente), sinto, penso relembro, desejo e faço, todo o futuro que se prepara em mim e que só mais tarde se tornará consciente, tudo isso é conteúdo do inconsciente. (...) A esses conteúdos se acrescentam as representações ou impressões penosas mais ou menos intencionalmente reprimidas. Chamo de inconsciente pessoal ao conjunto de todos esses conteúdos. Mas além disso encontramos também no inconsciente propriedades que não foram adquiridas individualmente; foram herdadas, assim como os instintos e os impulsos que levam à execução de ações comandadas por uma necessidade, mas não por uma motivação consciente... (Nesta camada "mais profunda" da psique encontramos os arquétipos) Os instintos e os arquétipos constituem, juntos, o inconsciente coletivo. Eu o chamo coletivo porque, ao contrário do inconsciente pessoal, não é constituído de conteúdos individuais, mais ou menos únicos e que não se repetem, mas de conteúdos que são universais e aparecem regularmente. (...) Os conteúdos do inconsciente pessoal são parte integrante da personalidade individual e poderiam, pois, ser conscientes. Os conteúdos do inconsciente coletivo constituem como que uma condição ou base da psique em si mesma, condição onipresente, imutável, identica a si própria em toda parte. (...) Quanto mais profundas forem as 'camadas' da psique, mais perdem sua originalidade individual. Quanto mais profundas, mais se aproximam dos sistemas funcionais autônomos, mais coletivas se tornam, e acabam por universalizar-se e extinguir-se na materialidade do corpo, isto é, nos corpos químicos. O carbono do corpo humano é simplesmente carbono; no mais profundo de si mesma, a psique é universo". (Carl Gustav Jung)
É isso aí: discutam, questionem, indaguem. Fiquem a vontade!
Um forte abraço.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Ser Psicólogo
Queridos,
Temo não conseguir postar alguma coisa nos próximos dois dias, e como sexta-feira, dia 27 de agosto, é dia do psicólogo, estou antecipando minha homenagem a meus colegas de profissão. Também é uma forma dos leigos conhecerem um pouco do nosso trabalho:
Temo não conseguir postar alguma coisa nos próximos dois dias, e como sexta-feira, dia 27 de agosto, é dia do psicólogo, estou antecipando minha homenagem a meus colegas de profissão. Também é uma forma dos leigos conhecerem um pouco do nosso trabalho:
"Ser psicólogo é uma imensa responsabilidade.
Não apenas isso, é também uma notável dádiva.
Recebemos o dom de usar a palavra, o olhar,
as nossas expressões, e até mesmo o silêncio.
O dom de tirar lá de dentro o melhor que temos
para cuidar, fortalecer, compreender, aliviar.
Ser psicólogo é um ofício tremendamente sério.
Mas não apenas isso, é também um grande privilégio.
Pois não há maior que o de tocar no que há de mais
precioso e sagrado em um ser humano: seu segredo,
seu medo, suas alegrias, prazeres e inquietações.
Somos psicólogos e trememos diante da constatação
de que temos instrumentos capazes de
favorecer o bem ou o mal, a construção ou a destruição.
Mas ao lado disso desfrutamos de uma inefável bênção
que é poder dar a alguém o toque, a chave que pode abrir portas
para a realização de seus mais caros e íntimos sonhos.
Quero, como psicólogo aprender a ouvir sem julgar,
ver sem me escandalizar, e sempre acreditar no bem.
Mesmo na contra-esperança, esperar.
E quando falar, ter consciência do peso da minha palavra,
do conselho, da minha sinalização.
Que as lágrimas que diante de mim rolarem,
pensamentos, declarações e esperanças testemunhadas,
sejam segredos que me acompanhem até o fim.
E que eu possa ao final ser agradecido pelo privilégio de
ter vivido para ajudar as pessoas a serem mais felizes.
O privilégio de tantas vezes ter sido único na vida de alguém que
não tinha com quem contar para dividir sua solidão,
sua angústia, seus desejos.
Alguém que sonhava ser mais feliz, e pôde comigo descobrir
que isso só começa quando a gente consegue
realmente se conhecer e se aceitar."
Desconheço o autor desse texto, mas é simplesmente lindo!!
Parabéns a todos os psicólogos.
Um forte abraço.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Associação
Queridos,
Estudando um pouco mais a teoria junguiana, me veio a idéia de que muitas pessoas acham que Jung é psicanalista assim como Freud, porém isso não é verdade. Jung trouxe a idéia da Psicologia Analítica, o que é diferente da Psicanálise proposta por Freud, embora ambas as teorias acreditem que a dinâmica do ser humano esteja no inconsciente, ou seja, o olhar que cada uma tem para o inconsciente é um pouco divergente.
Nas duas teorias temos um conceito que se chama Associação, porém cada um se baseia em noções diferentes. Trago aqui um trecho do livro Memórias, sonhos, reflexões de Jung:
"Associação - Encadeamento de idéias, de percepçõs, etc., segundo a semelhança, conexão e oposição. Associações livres na interpretação de sonhos de S. Freud; cadeias de associações espontâneas do sonhador, que não se relacionem necessariamente com a situação onírica. Associações dirigidas ou controladas na interpretação junguiana dos sonhos; idéias espontâneas cujo ponto de partida é a situação onírica dada, e que sempre se relacionam com ela."
Espero ter contribuído para a elucidação do tema. Na próxima postagem tratarei dos temas consciência e inconsciente.
Não custa lembrar que o espaço é aberto a comentários, divirtam-se!
Um forte abraço.
Estudando um pouco mais a teoria junguiana, me veio a idéia de que muitas pessoas acham que Jung é psicanalista assim como Freud, porém isso não é verdade. Jung trouxe a idéia da Psicologia Analítica, o que é diferente da Psicanálise proposta por Freud, embora ambas as teorias acreditem que a dinâmica do ser humano esteja no inconsciente, ou seja, o olhar que cada uma tem para o inconsciente é um pouco divergente.
Nas duas teorias temos um conceito que se chama Associação, porém cada um se baseia em noções diferentes. Trago aqui um trecho do livro Memórias, sonhos, reflexões de Jung:
"Associação - Encadeamento de idéias, de percepçõs, etc., segundo a semelhança, conexão e oposição. Associações livres na interpretação de sonhos de S. Freud; cadeias de associações espontâneas do sonhador, que não se relacionem necessariamente com a situação onírica. Associações dirigidas ou controladas na interpretação junguiana dos sonhos; idéias espontâneas cujo ponto de partida é a situação onírica dada, e que sempre se relacionam com ela."
Espero ter contribuído para a elucidação do tema. Na próxima postagem tratarei dos temas consciência e inconsciente.
Não custa lembrar que o espaço é aberto a comentários, divirtam-se!
Um forte abraço.
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